segunda-feira, 23 de outubro de 2017

MECANISMO DA AIDS/HIV

Introdução


O simples fato de permanecermos vivos está quase fora de nosso próprio controle. As sensações de clareza e escuridão nos fazem produzir forças para continuarmos vivos. Desse modo, o ser humano é na realidade um autômato, e o fato de sermos sensíveis, temos sentimentos e conhecimento do mundo ao nosso redor. É através desse conhecimento, que sentimos os sinais e sintomas de algumas doenças, suas causas, conseqüências e seus possíveis tratamentos. Neste trabalho iremos orientar a população e os acadêmicos de enfermagem sobre doença tão temida do século XXI a Aids, e mostrar à elas de como é feito a prevenção, a trajetória da doença, seu modo de transmissão, o tratamento e também orientar os profissionais de saúde, quais os devidos cuidados que os mesmo devem ter com os portadores desta síndrome.  


AIDS/ HIV





A Aids é a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, tem esse nome em função da deficiência imunológica generalizada que se observa em seus portadores. A causa dessa deficiência, é que o organismo do indivíduo não é mais capaz de combater as principais infecções causadas por patógenos com os quais se defronta.
O vírus da Aids é o HIV( Vírus da Imunodeficiência Humana), é o agente causador da Aids, constituído de RNA e pertence à família Retroviridae. Onde existem dois tipos de HIV: o HIV-1 e o HIV-2. O HIV-1, é o mais prevalente, onde esta disseminado em todos os continentes do globo. O HIV-2, possui uma distribuição geográfica mais limitada, restrita a países do continente Africano.
Esses dois tipos são classificados em grupos e subtipos de acordo com à variação do vírus. Seu mecanismo de ação ataca as células denominadas de linfócitos, os quais compõem os glóbulos brancos presentes nos tecidos linfóides, e circulam no sangue e nos vasos linfáticos, agindo na síntese de anticorpos e combatendo assim as infecções.
O HIV tem uma forte atração celular pelos linfócitos T do organismo humano, principalmente as células auxiliadores T, invadindo-as, replicando-as em seu interior e finalmente destruindo-as.
As células alvo do vírus são os linfócitos TCD4, que são importantes na resposta imunológica global, elas comandam e modulam toda atividade de “ ataque” do sistema de defesa à um determinado agente agressor. A infecção dessas células leva a uma série de defeitos imunológicos, com diminuição e morte das células T4 e diminuição da função das células T8, macrófagos e células B. Como ocorre a morte dessas células o organismo humano não consegue mais defender eficientemente contra os agentes agressores, desenvolvendo infecções oportunistas e neoplasmas.
A Aids é um distúrbio causado pelo vírus da imunodeficiência humana, e caracterizado pela presença de infecções oportunistas. Este vírus tem sido encontrado em todas as secreções humanas: sangue e derivados, sêmen, secreções vaginais, urina, leite materno, lágrimas, saliva, e entre outras.





TRAJETÓRIA DA AIDS/ HIV


A trajetória da Aids/HIV começa no início do século XXI, completando vinte anos de sua descoberta, o primeiro caso registrado foi nos meados na década de 1980 mais sendo descrito apenas no ano seguinte. No ano de 1980 os primeiros casos foram conhecidos nos Estados Unidos, a partir de um número elevado de homossexuais e seus clientes que apresentava pneumonia, por predominar em homossexuais passou a ser chamada de GRID ( Deficiência Imunológica Relacionada aos Gays ). Em 1982 surgiram novos casos não relacionados à homossexualidade mas sim de usuários de drogas injetáveis, clientes que receberam transfusão de sangue e em crianças recém-nascidas, assim sendo rebatizada de Aids( Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), mas sua forma de transmissão não era reconhecida. Já no Brasil acredita que tenha chegado na década de 1970.
De 1993 à 1997 muitas coisas aconteceram, foi divulgada a descoberta do agente etiológico da Aids, dois grupos de cientistas do Instituto Pauster de Paris, batizaram o vírus de LAV e o outro de HTLV-3, que mais tarde ouve esclarecimento e foi denominado de então de HIV significando Vírus da Imunodeficiência Humana.
Já no Brasil no ano de 1985, o Ministério da Saúde cria o Programa Nacional de Combate a Aids por meio da Portaria de n° 236, assim por meio dessa criação estabelecendo a primeira diretriz contra o enfretamento dessa epidemia no país.
No ano de 2006 Brito et al, analisaram 8703 casos de Aids em menores de 13 anos, notificados no SINAM até abril de 2004, e identificaram que 61,7% dos casos concentravam-se na região Sudeste e 25,2% na região Sul.
   



  

A DOENÇA PELO HIV NA CRIANÇA

O HIV é mais complicado em crianças do que em adultos, o seu principal motivo é a sua imunidade, por isso as crianças infectadas pelo HIV podem ter infecções que ameaçam a vida  da criança, principalmente a relacionada as bactérias Haemophilus e Straptococus. No recém-nascido pode ocorrer pela transmissão congênita ou pré-natal, assim ocorrendo a transmissão ocorrerá impacto no sistema nervoso, não ocorrendo o desenvolvimento da criança, mas se não atingir o sistema nervoso existem outras patologias, como herpes simples e hepatoesplenomegalia e entre outras.
No grupo infantil há três populações que são principalmente afetadas: crianças expostas in útero pela mãe infectada- transmissão vertical via placenta, deslocamento prematuro da placenta, corioaminonite, procedimentos invasivos; por ocasião do parto pela passagem de linfócitos maternos para o sangue do feto, procedimentos invasivos-, amniocentese, ruptura de membranas por mais de quatro horas, parto vaginal: por meio da amamentação; crianças que receberam hemoderivados- hemofílicos.
As manifestações clínicas da Aids em crianças podem ser agrupadas da seguinte forma, conforme sua idade:
● em todas as crianças: retardo do crescimento, hepatoesplenomegalia, pneumonite intersticial crônica, linfadenopatia generalizada, infecções bacterianas e virais;
● em lactantes: candidíase oral, retardo do crescimento, angustia respiratória secundária à pneumonia;
● em infantes: parotidite, doenças neurológicas, anormalidades de desenvolvimento, febre prolongada e recorrente e dificuldade de ganhar peso.
Algumas crianças são não assintomáticas, não apresentam qualquer sinal ou sintoma considerado como resultado da infecção por HIV. Outras podem ser levemente, moderadamente ou intensamente sintomáticas. O diagnóstico pode ser feito com o teste para HIV na mãe, no recém-nascido e nas crianças por  meio dos sinais clínicos apresentados pela criança.
A assistência de enfermagem tem por objetivo minimizar a exposição a infecções, dar suporte nutricional, proporcionar medidas de conforto e avaliação; reconhecer alterações no estado de saúde que possam levar a complicações; e dar suporte emocional. 



MODO DE TRANSMISSÃO DA AIDS



A transmissão da Aids ocorre através das seguintes formas; transmissão sexual contato homo, hetero ou bissexual; através de transfusão sanguínea que pode ocorrer por exposição de mucosas a sangue, hemoderivados ou instrumentos contaminados pelos vírus como por exemplo usuários de drogas injetáveis; transmissão vertical ocorrendo da  mãe para a criança, principalmente no parto é também na amamentação e também pode ocorrer transmissão ocupacional se relaciona a profissionais de saúde que sofrem ferimento por materiais perfuro cortantes contaminados com sangue de pacientes infectados pelo HIV.

 CUIDADOS QUE OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE DEVEM TER COM OS PACIENTES PORTADORES DA AIDS/ HIV

Os profissionais de saúde devem ter alguns cuidados ao lhe darem com os  pacientes portadores da Aids, para se prevenir a propagação  do vírus;
● fazer educação em saúde sobre as formas de contágio e preconceito para com os portadores;
● estimular nossa interação social, face às alterações em conseqüência das limitações físicas das hospitalizações e dos estigmas sociais em relação ao HIV;
● proporcionar suporte psicológico à família para suprir suas necessidades e as dos pacientes;
● minimizar a exposição do paciente a microrganismos infectantes, com o uso da técnica de lavagem das mãos;
● orientar os visitantes para que lavem as mãos antes de entrarem em contato com outras pessoas;
● limitar o contato do paciente com pessoas com que têm infecções, explicar-lhe os riscos que ela corre e solicitar sua compreensão e cooperação;
● empregar sempre técnica asséptica na realização de procedimentos;
● incentivar o paciente a participar de atividades com outras pessoas e com sua família;
● orientar o paciente quanto aos riscos de transmissão da doença( uso de preservativo, transmissão via sexo), e incentivá-lo a expressar seus sentimentos e preocupações com sua sexualidade;
● avaliar a presença de dor e a irritabilidade e empregar medidas de conforto e/ou medicamentos conforme indicação;
● adotar medidas de enfermagem, de acordo com a sintomatologia, como: verificação dos sinais vitais, cuidados com náuseas e vômitos, diarréia, tosse e outras disfunções respiratórias, com soluções de continuidade, afecções de mucosas, entre outras;
Os profissionais de enfermagem não só devem ter esses cuidados com esses pacientes, mas também com os outros pacientes para se evitar a infecção cruzada, não apenas da Aids mas de outras doenças. 




NORMAS UNIVERSAIS DE BIOSSEGURANÇA

Há pouco mais de duas décadas, os profissionais de saúde não eram considerados categoria de alto risco para acidentes de trabalho. A partir da epidemia da Aids, na década de 1980, as normas para questões de segurança no ambiente de trabalho foram mais estabelecidas para profissionais que atuam na área clínica. De todos eles, a equipe de enfermagem é a mais suscetível à exposição a materiais biológicos, como fezes, urina e sangue. De fato constituímos uma categoria hegemônica nos serviços de saúde em termos quantitativos, além de despertarmos grande parte de nosso tempo na assistência a clientela, realizando uma grande quantidade de atividades e procedimentos.
Nesse sentido, cabe aos profissionais de saúde adotar condutas que evitem a exposição a materiais biológicos. Algumas delas foram classificadas como normas universais de biossegurança.
Suas medidas que visam a prevenção de riscos biológicos inerentes a algumas doenças transmissíveis, utilizadas sempre que houver possibilidades de contato com sangue, secreções e excreções, mucosas e pele não-íntegra. Essas medidas incluem o uso de equipamentos de proteção individual ( EPIs), e cuidados com manipulação e descarte de materiais perfuro cortantes contaminados com material biológico.
Embora existam as normas de Prevenção Padrão, alguns profissionais entram em contato com o material biológico, seja pelo fato de terem ignorado as normas, por não possuírem material adequado na instituição, ou por tê-las empregado inadequadamente. Apesar das estatísticas mostrarem uma baixa taxa de infecção ocupacional pelo HIV, quando comparado com as demais infecções ocupacional pelo HIV quando comparado com as demais infecções torna-se relevante o conhecimento e a utilização das normas de Prevenção Padrão, uma vez que a Aids é uma doença que pode ser transmitida através de sangue, secreções.







PREVENÇÃO



Precisamos ser bem claros que a epidemia de HIV/AIDS ultrapassa fronteiras geográficas e sociais. Ela é altamente dinâmica e instável, porque depende em grande parte do comportamento humano individual e coletivo. É com essa dimensão tão diversa e ampla que a enfermagem trabalha na questão da prevenção. Junto aos indivíduos, defrontar-nos  necessariamente com aspectos pessoais, amplamente influenciados pelo comportamento individual e pelos costumes sociais- como: relações sexuais, troca de sangue entre usuários de drogas injetáveis, gravidez e amamentação.
As principais estratégias de prevenção empregadas pelos programas de controle envolvem:
● promoção do uso de preservativos ( masculinos e femininos) de forma correta;
● promoção do uso de agulhas e seringas esterilizadas e descartáveis entre os usuários de drogas injetáveis;
● controle do sangue e derivados através dos métodos de triagem( clínicos e sorológicos) em bancos de sangue;
● adoção de cuidados na posição ocupacional a material biológico;
● manejo adequado de outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs);
● identificação de gestantes HIV- positivas e acompanhamento no ciclo gravídico- puerperal.



















FORMAS DE TRATAMENTO


Apesar da Aids ser um doença que ainda não exista cura, existe tratamentos eficientes e que controlam a doença. Pessoas portadoras do vírus HIV, devem procurar ajuda médica, tentar conhecer a doença e jamais perder a esperança, afinal, de 1981 até hoje, já se passaram muitos anos, estamos num novo milênio e a medicina evolui  a cada dia.
Em 1986 acontece a grande revolução, suje então no mercado o primeiro tratamento a azidotimidina(AZT), esse tratamento abre as portas para outros. Já em 1997 um novo esquema terapêutico surge um coquetel de anti-retrovirais onde foi comprovado a melhoria dos portadores do HIV.
Os medicamentos que fazem parte deste coquetel são: AZT, os inibidoresda protease: indinavir(Crixivan); ritonavir(Norvir); saquinavir(Invirase ou Fortovase); nelinavir(Viracept); amprenavir(Agenerase); lapinovir(Kaletra); os inibidores da Transcriptase Reserva Nucleosídeos: zidovudina(Retrovir ou AZT); didanosina(Videx ou ddl); zalcitabina(Hivid ou ddC); estavudia(Zerit ou d4T); lamivudina(Epivir ou 3TC); combuvir(AZT + 3TC); abacavir(Ziagen); Trizivir(AZT + 3TC + abacavir); os inibidores da transcriptase Reversa Não Nucleosídeos: nevirapina(Viramune); efavirenz(Sustiva); delavirdina(Rescriptor). Estes são os medicamentos que compõem o coquetel contra o vírus HIV.














CONCLUSÃO

Este trabalho teve como objetivo de mostrar às pessoas e aos acadêmicos de enfermagem, de como é o mecanismo da Aids no nosso organismo, de como ocorre a transmissão, tratamento, e como deve ser feito os procedimentos de enfermagem junto a esses portadores da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, também foi abordado neste trabalho como prevenimos contra essa doença tão temida desse século . Conclui-se que qualquer pessoa esta susceptível em se contrair a Aids se não tomar as medidas de prevenção adequadas, seja elas, por meio do uso de preservativos durante o sexo, o uso de seringas descartáveis, e se for profissional de saúde seguir sempre as normas universais de segurança.
Portanto temos que ficarmos sempre atentos à nossa segurança como também a segurança do nosso paciente, tendo sempre a consciência de seguir sempre as regras de assepsia em todos os procedimentos que nós profissionais de saúde quando realizarmos.




REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO

1- Figueiredo; Nébia Maria Almeida de; Práticas de Enfermagem- Ensinando a Cuidar em Saúde Pública; Editora Yendis; 2ª edição; São Paulo- SP.

2- Rosenberg; Steven; A. Hellman; Samuel, Jr; Vincent T. Devita, Aids; Etiologia, Diagnóstico, Tratamento e Prevenção; 2ª edição; Editora Revinter; Rio de Janeiro; Ano 1991.

3- Soures; Marcelo; A Aids; Folha- Publifolha; São Paulo- SP; 2001.

4- Collet, Neusa; Oliveira, Beatriz Rosana Gonçalves de; Viera, Cláudia Silveira; Manual de Enfermagem em Pediatria; Editora AB; 2ª edição, 2010.

5- Filho, Geraldo Brasileiro; Bogliolo Patologia Geral; 3ª edição; Editora Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2004


SEMANA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO PARA COMBATE AO AEDES AEGYPTI

A mobilização da sociedade é fundamental para vencer a luta contra o mosquito. Convoque sua família e seus vizinhos para essa batalha!
Como realizar mutirão de combate ao Aedes aegypti
A participação social é fundamental para vencer a luta contra o mosquito da dengue. 
A realização de mutirões comunitários é uma forma de envolver, mobilizar e engajar a população na luta contra o Aedes aegypti.  Para ajudar, o Ministério da Saúde elaborou uma lista com orientações para grupos interessados em realizar mutirões.



Preparação
  • Convide poder público, setor privado e organizações sociais para ampliar adesão;
  • Aproveite redes sociais, carro de som e outros meio de comunicação para mobilização da vizinhança;
  • Agentes de endemias, agentes comunitários e outros profissionais que trabalham na eliminação dos focos podem participar apoiando as ações, principalmente se houver necessidade de ação química;
  • Utilize equipamento de proteção individual nas atividades de limpeza;
Principais tipos de criadouro
  • Certificar que caixa d’água e outros reservatórios de água estejam devidamente  tampados;
  • Retirar folhas ou outro tipo de sujeira que pode gerar acúmulo de água nas calhas;
  • Guardar pneus em locais cobertos;
  • Guardar garrafas com a boca virada para baixo;
  • Realizar limpeza periódica em ralos, canaletas e outros tipos  escoamentos de água;
  • Limpar e retirar acúmulo de água de bandejas de ar-condicionado e de geladeiras;
  • Utilizar areia nos pratos de vasos de plantas ou realizar limpeza semanal;
  • Retirar água e fazer limpeza periódica em plantas e árvores que podem acumular água, como bambu e bromélias;
  • Guardar baldes com a boca virada para baixo;
  • Esticar lonas usadas para cobrir objetos, como pneus e entulhos;  
  • Manter limpas as piscinas;
  • Guardar ou jogar no lixo os objetos que pode acumular água: tampas de garrafa, folhas secas, brinquedos;
Como eliminar os focos
  • Lavar as bordas dos recipientes que acumulam água com sabão e escova/bucha;
  • Jogar as larvas na terra ou no chão seco;
  • Para grandes depósitos de água e outros reservatórios de água para consumo humano é necessária a presença de agente de saúde para aplicação do larvicida;
  • Em recipientes com larvas onde não é possível eliminar ou dar a destinação adequada, colocar produtos de limpeza (sabão em pó, detergente, desinfetante e cloro de piscina) e inspecionar semanalmente o recipiente, desde que a água não seja destinada a consumo humano ou animal. Importante solicitar a presença de agente de saúde para realizar o tratamento com larvicida.


Saiba como efetuar a limpeza de objetos usados para armazenamento de água
Tampar e lavar reservatórios de água são ações importantes para o combate ao Aedes aegypti. A limpeza deve ser periódica com água, bucha e sabão.
Ao acabar a água do reservatório, é necessário fazer uma nova lavagem nos recipientes e guardá-los de cabeça para baixo. Esse cuidado é essencial porque os ovos do mosquito podem viver mais de um ano no ambiente seco.
Recomendações de utilização da água sanitária:
Água sanitária também poder ser utilizada no combate às larvas. Mas é importante lembrar que ela NÃO PODE ser utilizada em recipientes usados para armazenamento de água para consumo humano e de animais.
Recomenda-se a utilização de água sanitária pela população nos seguintes criadouros:
LocalTratamento
Vasos sanitários que não são de uso diárioAdicionar 1 colher de chá (5ml) de água sanitária
Caixa de descarga sanitária que não é de uso diárioAdicionar 2 colheres de sopa (30ml) de água sanitária
Ralos externos (captam água de chuva e de limpeza) e internosAdicionar 1 colher de sopa (15ml) de água sanitária
Tambores de armazenamento (200 litros) de água não utilizada para consumo humanoAdicionar 2 copos americanos (400ml) de água sanitária
Bromélias, bambus e plantas que possam acumular água1 colher de café (2ml) para cada litro de água e preencher nos locais onde acumulam água
O tratamento deve ser repetido semanalmente, preferencialmente em dia fixo, de modo a garantir que a solução continue efetiva no combate às larvas.
Essa é uma ação adicional e não exclui as atividades de remoção e proteção dos potenciais criadouros, que são fundamentais para o controle da dengue, chikungunya e Zika. 



Fonte: http://combateaedes.saude.gov.br/pt/prevencao-e-combate/como-organizar-um-mutirao

domingo, 22 de outubro de 2017

SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS





1 O que é?



    A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), é caracterizada pela falta de ovulação e excesso de hormônios masculinos, como o testosterona. As mulheres com essa síndrome geralmente têm de dez a vinte cistos (bolsas químicas) menores que um centímetro nos ovários, daí o nome ovários policístico.



Incidência


           No Brasil, a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), representa uma das desordens endócrinas reprodutivas mais comuns em mulheres, acometendo em torno de 5 % a 10 % da população feminina em idade fértil.



Sintomas


·         Ciclo menstrual irregular;
·         Ausência de menstruação;
·         Excesso de pelos;

·         Pele oleosa e com acne;
·         Infertilidade (Falta de Ovulação);
·         Obesidade e
·         Diabetes.

1  

     Fatores de Risco


·         Sobrepeso e obesidade.



1   Diagnóstico


·         Avaliação clínica, de acordo com os sintomas da paciente.
·         Exames de ultrassonografia, para avaliar os ovários, e de sangue, para checar alterações hormonais do LH/FSH e do metabolismo.



1  Tratamento


·         Dieta, exercícios e perda de peso, quando há sobrepeso ou obesidade;
·         Medicamentos para equilíbrio hormonal, como anticoncepcionais;
·         Medicamentos para combater a resistência à insulina, quando houver;
·         Tratamento de infertilidade, se necessário.


Referencial Bibliográfico:

Bacellar A, Longo AL, Massaro AR, Moro CHC, André C, Nóvak EM, Dias-Tosta E, Ya; Síndrome dos Ovários Policisticos; Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia;
12 de Setembro de 2002; 347-356

http://www.einstein.br/ - Acesso dia 15/03/2013 

MANUAL DE CÁLCULO E ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS






Livro: Manual de Cálculo e Administração de Medicamentos
Autor(a): Viana, Dirce Laplaca
Editora: Yendis
Páginas: 212
Ano: 2011
Número da edição:
Adquira: Saraiva 

Sinopse:


A administração de medicamentos é um dos diversos  procedimentos que fazem parte dos cuidados de enfermagem. Portanto, cabe aos enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem assistir o cliente nesse sentido.


Olá
Tudo Bem?
A dica de livro é para profissionais de enfermagem e estudantes de enfermagem.

O livro têm como objetivos de: técnicas de cálculo e técnica de administração de medicamentos, essas técnicas são necessárias para o conhecimento do estudante de enfermagem e do profissional enfermagem. Além disso, o livro abrange todas as técnicas que você precisa saber.



Vale a pena ter esse livro.


Até o próximo post.





MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA ESTÁGIO EM ENFERMAGEM


Olá 
Tudo Bem?

A dica de hoje é para os estudantes de enfermagem e enfermeiros.
Esse Manual de Procedimentos para estágio em enfermagem é prático e você encontra tudo que precisa nele.
Eu indico o Manual para estudar para aquela prova, quando tiver dúvida em um determinado assunto, estágio, na aula prática, na pesquisa...


A linguagem é super fácil e esclarecedora.
Adquira esse Manual que vocês vão amar !

Bom estudo!




Livro:  Manual de Procedimentos para estágio em Enfermagem
Autor(a): Silva, Marcelo Tardelli/ Silva, Sandra Regina L.P. Tardelli da
Editora: Martinari
Páginas: 326
Ano: 2017
Número da edição:
Adquira: Saraiva


Sinopse:



Os procedimentos de enfermagem são uma das responsabilidades da equipe de enfermagem. Este manual tem como objetivo nortear os procedimentos realizados no cuidado de forma sistematizada, trazendo conteúdos teóricos necessários à prática diária, visando descrever os procedimentos, suas finalidades, materiais necessários e cuidados com o cliente pré, trans e pós- procedimentos, permitindo assim que o aluno compreenda a necessidade de organizar suas ações com competência profissional.


Até o próximo post.

sábado, 21 de outubro de 2017

PSICOLOGIA SOLIDÁRIA AOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM


A Psicologia vê com preocupação a decisão da 20ª Vara Federal do Distrito Federal de suspender a possibilidade de profissionais da Enfermagem solicitarem exames no Sistema Único de Saúde (SUS). A atividade, realizada por profissionais da área, é essencial no atendimento nas unidades básicas de saúde e em vários programa, como o de prevenção e tratamento de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), diabetes e hipertensão. Existem 500 mil enfermeiros e 2 milhões de profissionais de Enfermagem no Brasil.


A ação do Conselho Federal de Medicina (CFM) resultou na suspensão da Portaria 2488/2011, do Ministério da Saúde, que permite que profissionais da Enfermagem solicitem exames aos pacientes. A ação que limita a atuação dos enfermeiros foi interposta pelo CFM sob o argumento de que são atribuições exclusivas de médicos. O argumento do CFM é que a exclusividade das atividades previstas na Lei nº 12.842/2013, a Lei do Ato Médico, deve ser cumprida. O artigo 1º da Resolução 195/1997 do Conselho Federal de Enfermagem (Confen), porém, diz que "o enfermeiro pode solicitar exames de rotina e complementares quando no exercício de suas atividades profissionais". Além disso, a Lei 7.498/86, regulamentada pelo Decreto 94.406/87, garante o direito ao enfermeiro de fazer consulta de enfermagem e prescrever medicamentos.


O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) apresentou um pedido de reconsideração da medida liminar à Justiça, mas o juiz manteve a decisão nesta quarta- feira (18) e o Cofen agora vai recorrer no Tribunal Regional Federal.

Entidades do setor, como o Conselho Nacional de Saúde (CNS), o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) argumentam que as atribuições dos enfermeiros têm respaldo legal e são de extrema relevância para o SUS. O Ministério da Saúde informou que a decisão impacta diretamente no funcionamento das unidades básicas de saúde.

Após declarar que os profissionais da Enfermagem não desejam invadir a área de outras profissões, o presidente do Cofen, Manoel Neri, disse que a categoria não aceita o cercamento do pleno exercício profissional. "Defenderemos o direito de trabalhar dentro das prerrogativas legais e de forma colaborativa com a equipe de saúde."

O Conselho Federal de Psicologia concorda com a posição do Cofen: a judicialização das profissões contribui para o desmonte do SUS. O corporativismo e a reserva de mercado para corporações profissionais não podem prejudicar o direito à saúde da população.

Fonte: http://site.cfp.org.br/psicologia-solidaria-aos-profissionais-da-enfermagem/




sexta-feira, 20 de outubro de 2017

PRINCÍPIOS DO SUS

Princípios do SUS


Universalização:


A saúde é um direito de cidadania de todas as pessoas e cabe ao Estado assegurar este direito, sendo que o acesso às ações e serviços deve ser garantido a todas as pessoas, independente de sexo, raça, ocupação, ou outras características sociais ou pessoais.

Equidade:

O objetivo desse  princípio é diminuir desigualdades. Apesar de todas as pessoas possuírem direito aos serviços, as pessoas não são iguais e, por isso, têm necessidades distintas. Em outras palavras, equidade significa tratar desigualmente os desiguais , investindo mais onde a carência é maior.


Integralidade:

Este princípio considera as pessoas como um todo, atendendo a todas as suas necessidades. Para isso, é importante a integração de ações, incluindo a promoção da saúde, a prevenção de doenças, o tratamento e a reabilitação. Juntamente, o princípio de integralidade pressupõe a articulação da saúde com outras políticas públicas, para assegurar uma atuação intersetorial entre as diferentes áreas que tenham repercussão na saúde e qualidade de vida dos indivíduos.

Princípios Organizativos

Regionalização e Hierarquização:

Os serviços devem ser organizados em níveis crescentes de complexidade, circunscritos a uma determinada área geográfica, planejados a partir de critérios epidemiológicos, e com definição e conhecimento da definição e conhecimento da população a ser atendida. A regionalização é um processo de articulação entre os serviços que já existem, visando o comando unificado dos mesmos. Já a hierarquização deve proceder à divisão de níveis de atenção e garantir formas de acesso a serviços que façam parte da complexidade requerida pelo caso, nos limites dos recursos disponíveis numa dada região.

Descentralização e Comando Único:

Descentralizar é redistribuir poder e responsabilidade entre os três níveis de governo. Com relação à saúde, descentralização objetiva prestar serviços com maior qualidade e garantir o controle e a fiscalização por parte dos cidadãos. No SUS, a responsabilidade pela saúde deve ser descentralizada até o município, ou seja, devem ser fornecida ao município condições gerenciais, técnicas, administrativas e financeiras para exercer esta função. Para que valha o princípio da descentralização, existe a concepção constitucional do mando único,  onde cada esfera do governo é autônoma e soberana nas suas decisões e atividades, respeitando os princípios gerais e a participação da sociedade.

Participação Popular:

A sociedade deve participar no dia-a-dia do sistema. Para isto, devem ser criados os Conselhos e as Conferências de Saúde, que visam formular estratégias, controlar e avaliar a execução da política de saúde.


Fonte: 

http://portalms.saude.gov.br/index.php/sistema-unico-de-saude/principios-do-sus












Dia da Conscientização do Autismo e o Início da Semana da Saúde no Brasil: cuidar é incluir

  O mês de abril começa com duas datas importantes para a saúde pública e para a reflexão social no Brasil: o Dia Mundial da Conscientização...