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sábado, 14 de fevereiro de 2026

Lista de Livros para Concurso de Enfermagem

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Esses livros são queridinhos dos concurseiros e ajudam a revisar teoria + treinar questões.

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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

NOC - CLASSIFICAÇÃO DOS RESULTADOS DE ENFERMAGEM

Olá
Tudo Bem?
A dica de livro hoje é para os enfermeiros e estudantes de enfermagem.


Livro: NOC - Classificação dos resultados de enfermagem
Edição: 1ª
Ano: 2010
Páginas: 936
Editora: Elsevier/ Medicina Nacionais
Autor(a):  Johnson, Marion/ Moorhead, Sue/ Maas, Meridean L./ Swanson, Elizabeth

Adquira: Saraiva 






Descrição:




Esta classificação apresenta uma terminologia padronizada e adotada internacionalmente e indicadores para mensuração de resultados decorrente de Intervenções de Enfermagem.

A abrangência dos resultados e a inclusão de indicadores específicos que podem ser utilizados para avaliar e classificar os pacientes em relação ao resultado alcançado.

Espero que gostem da dica de livro.

Beijos e até o próximo post.



segunda-feira, 30 de outubro de 2017

APROVADO NOVO CÓDIGO DE ÉTICA DA ENFERMAGEM BRASILEIRA



O novo Código de Ética da Enfermagem brasileira foi aprovado na 494ª Reunião Ordinária de Plenário do Conselho Federal de Enfermagem. Fruto de amplo e democrático debate, o código concilia a defesa da sociedade com a proteção ao bom profissional. 

Para o presidente do Cofen, Manoel Ner, o novo Código de Ética reflete a complexidade da atuação profissional nos tempos atuais. "Preservamos a essência  do documento pactuado na I Conferência Nacional de Ética em Enfermagem (Conaeenf), incorporando contribuições dos presidentes dos Conselhos Regionais e dos conselheiros federais", afirmou.


A Lei 5905/73 estabelece que compete ao Cofen 'elaborar o Código de Deontologia de Enfermagem e alterá-lo, quando necessário, ouvidos os Conselhos Regionais'. "Fomos além, levando esse debate a todos os Conselhos Regionais, aos profissionais de Enfermagem e à sociedade, de maneira ampla e transparente", ressaltou o presidente.

A nova norma traz uma linguagem mais clara e objetiva, como por exemplo, o artigo que trata da suspensão das atividades quando o local de trabalho não oferecer condições seguras para o exercício profissional, devendo o profissional formalizar imediatamente sua decisão por escrito ou por meio eletrônico à instituição e ao Conselho Regional de Enfermagem. Neste caso, o código mudou o texto instituição pública ou privada, pela palavra local de trabalho, corroborando com o direito trabalhista. 

"Garantimos o direito de comunicar casos de violência previstos na legislação, especialmente quando as circunstâncias impedem ou dificultam a manifestação das vítimas", ressaltou relator.

Para o conselheiro relator Jebson Medeiros, o novo Código de Ética concilia a defesa da sociedade com a proteção ao bom profissional, trazendo avanços, especialmente nos casos de violência doméstica. " Garantimos ao profissional de Enfermagem o direito de comunicar casos de violência previstos na legislação, especialmente quando as circunstâncias impedem ou dificultam a manifestação das vítimas", ressaltou.

Construção democrática- O processo de reformulação do Código de ética foi iniciado por Grupo de Trabalho estabelecido pelo Cofen. Os Conselhos Regionais enviaram suas contribuições após a realização de diversos encontros e conferências junto aos profissionais de Enfermagem, ouvidos também em consulta pública realizada no Portal Cofen.


O documento foi discutido e aprovado pelos 300 delegados representantes dos estado na I Conaeenf e submetido à Assembleia de Presidentes dos Conselhos Regionais, com transmissão ao vivo aberta a todos os profissionais. A versão consolidada do código foi então submetida ao plenário do Cofen, que fez alterações pontuais. O texto aprovado entrará em vigor 120 dias após a publicação no Diário Oficial da União (DOU).

Fonte: Ascom - Cofen 



http://www.cofen.gov.br/aprovado-novo-codigo-de-etica-da-enfermagem-brasileira_54247.html

domingo, 22 de outubro de 2017

MANUAL DE CÁLCULO E ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS






Livro: Manual de Cálculo e Administração de Medicamentos
Autor(a): Viana, Dirce Laplaca
Editora: Yendis
Páginas: 212
Ano: 2011
Número da edição: 4ª
Adquira: Saraiva 

Sinopse:


A administração de medicamentos é um dos diversos  procedimentos que fazem parte dos cuidados de enfermagem. Portanto, cabe aos enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem assistir o cliente nesse sentido.


Olá
Tudo Bem?
A dica de livro é para profissionais de enfermagem e estudantes de enfermagem.

O livro têm como objetivos de: técnicas de cálculo e técnica de administração de medicamentos, essas técnicas são necessárias para o conhecimento do estudante de enfermagem e do profissional enfermagem. Além disso, o livro abrange todas as técnicas que você precisa saber.



Vale a pena ter esse livro.


Até o próximo post.





MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA ESTÁGIO EM ENFERMAGEM


Olá 
Tudo Bem?

A dica de hoje é para os estudantes de enfermagem e enfermeiros.
Esse Manual de Procedimentos para estágio em enfermagem é prático e você encontra tudo que precisa nele.
Eu indico o Manual para estudar para aquela prova, quando tiver dúvida em um determinado assunto, estágio, na aula prática, na pesquisa...


A linguagem é super fácil e esclarecedora.
Adquira esse Manual que vocês vão amar !

Bom estudo!




Livro:  Manual de Procedimentos para estágio em Enfermagem
Autor(a): Silva, Marcelo Tardelli/ Silva, Sandra Regina L.P. Tardelli da
Editora: Martinari
Páginas: 326
Ano: 2017
Número da edição: 5ª
Adquira: Saraiva


Sinopse:



Os procedimentos de enfermagem são uma das responsabilidades da equipe de enfermagem. Este manual tem como objetivo nortear os procedimentos realizados no cuidado de forma sistematizada, trazendo conteúdos teóricos necessários à prática diária, visando descrever os procedimentos, suas finalidades, materiais necessários e cuidados com o cliente pré, trans e pós- procedimentos, permitindo assim que o aluno compreenda a necessidade de organizar suas ações com competência profissional.


Até o próximo post.

sábado, 21 de outubro de 2017

PSICOLOGIA SOLIDÁRIA AOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM


A Psicologia vê com preocupação a decisão da 20ª Vara Federal do Distrito Federal de suspender a possibilidade de profissionais da Enfermagem solicitarem exames no Sistema Único de Saúde (SUS). A atividade, realizada por profissionais da área, é essencial no atendimento nas unidades básicas de saúde e em vários programa, como o de prevenção e tratamento de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), diabetes e hipertensão. Existem 500 mil enfermeiros e 2 milhões de profissionais de Enfermagem no Brasil.


A ação do Conselho Federal de Medicina (CFM) resultou na suspensão da Portaria 2488/2011, do Ministério da Saúde, que permite que profissionais da Enfermagem solicitem exames aos pacientes. A ação que limita a atuação dos enfermeiros foi interposta pelo CFM sob o argumento de que são atribuições exclusivas de médicos. O argumento do CFM é que a exclusividade das atividades previstas na Lei nº 12.842/2013, a Lei do Ato Médico, deve ser cumprida. O artigo 1º da Resolução 195/1997 do Conselho Federal de Enfermagem (Confen), porém, diz que "o enfermeiro pode solicitar exames de rotina e complementares quando no exercício de suas atividades profissionais". Além disso, a Lei 7.498/86, regulamentada pelo Decreto 94.406/87, garante o direito ao enfermeiro de fazer consulta de enfermagem e prescrever medicamentos.


O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) apresentou um pedido de reconsideração da medida liminar à Justiça, mas o juiz manteve a decisão nesta quarta- feira (18) e o Cofen agora vai recorrer no Tribunal Regional Federal.

Entidades do setor, como o Conselho Nacional de Saúde (CNS), o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) argumentam que as atribuições dos enfermeiros têm respaldo legal e são de extrema relevância para o SUS. O Ministério da Saúde informou que a decisão impacta diretamente no funcionamento das unidades básicas de saúde.

Após declarar que os profissionais da Enfermagem não desejam invadir a área de outras profissões, o presidente do Cofen, Manoel Neri, disse que a categoria não aceita o cercamento do pleno exercício profissional. "Defenderemos o direito de trabalhar dentro das prerrogativas legais e de forma colaborativa com a equipe de saúde."

O Conselho Federal de Psicologia concorda com a posição do Cofen: a judicialização das profissões contribui para o desmonte do SUS. O corporativismo e a reserva de mercado para corporações profissionais não podem prejudicar o direito à saúde da população.

Fonte: http://site.cfp.org.br/psicologia-solidaria-aos-profissionais-da-enfermagem/




quinta-feira, 19 de outubro de 2017

REGULAMENTAÇÃO ESTÉTICA É DISCUTIDA POR REPRESENTANTES DA ÁREA




Na última terça-feira (17), o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) reuniu-se com representantes da Sociedade Brasileira de Enfermeiros em Saúde Estética (SOBESE), membros do Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren- DF), enfermeiros especialistas, entre outros interessados no tema, com finalidade de discutir estratégias para as próximas medidas a serem adotadas.




Em maio deste ano, a Resolução Cofen 529/2016, que regulamenta a atuação profissional na área de Estética, teve seus efeitos suspensos por decisão judicial resultante de uma ação civil pública impetrada por sociedades e associações médicas. A determinação prejudica a atuação de enfermeiros como especialistas na área, que estão temporariamente impedidos de atuar legalmente.

O exercício no ramo da Estética é uma realidade no Brasil e no mundo. Para a categoria, regulamentar os procedimentos e recursos terapêuticos disponíveis contribui para a segurança dos pacientes e profissionais.



Várias propostas e estratégias foram sugeridas e discutidas por todos os participantes na reunião. O debate terá continuidade em uma mesa- redonda no dia 8/11, das 9 h às 12h, durante o 20° Congresso Brasileiro dos Conselhos de Enfermagem (CBCENF). O evento, que acontece de 6 a 10 de novembro, no Rio de Janeiro, tem como tema principal " Dimensões do Cuidado de Enfermagem: Interfaces nos Cenários da Prática Profissional".


Fonte: Ascom - Cofen


http://www.cofen.gov.br/regulamentacao-estetica-e-discutida-por-representantes-da-area_57162.html

TRF DERRUBA LIMINAR QUE IMPEDIA ENFERMEIROS DE REQUISITAR EXAMES

O presidente do Tribunal Regional da 1ª Região acatou recurso contra a liminar da 20 ª Vara Cível do Distrito Federal, que impedia a requisição de exames por enfermeiros, prejudicando o atendimento a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A liminar está suspensa até o julgamento do mérito do processo. 

Recurso da Advocacia Geral da União apontou que a liminar baseou-se em "premissas equivocadas" e representou "indevida ingerência do Poder Judiciário na execução da política pública de Atenção Básica do Sistema único de Saúde", gerando "grave lesão à ordem público-administrativa e à saúde pública."


A solicitação de exames de rotina e complementares é realidade consolidada no Brasil desde 1997, quando foi editada a Resolução Cofen 195/97 (em vigor). A  consulta de Enfermagem,o diagnóstico de Enfermagem e a prescrição de medicamentos em protocolos são competências dos enfermeiros estabelecidas na Lei 7.498/1986, regulamentada pelo Decreto 94.406/1987 e pela Portaria MS 2.46/2017.

A restrição imposta pela decisão liminar afetou o atendimento a milhares brasileiros, atrasando ou inviabilizando exames essenciais,inclusive pré-natais,além de interromper protocolos da Estratégia de Saúde da Família, prejudicando programas como o acompanhamento de diabéticos e hipertensos ("hiperdia"), tuberculose, hanseníase, DST/Aids, dentre outros.

O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) permanece firme na missão constitucional de regular e fiscalizar a profissão, e continuará tomando todas as medidas judiciais necessárias para salvaguardar o pleno atendimento à população.


"O bom-senso prevaleceu. Os profissionais de Enfermagem poderão continuar fazendo o que sabem e fazem bem: cuidar da Saúde das pessoas", comemorou o presidente do Cofen, Manoel Neri. "É uma retumbante vitória da Enfermagem e do Sistema Único de Saúde".



Fonte: Ascom - Cofen 




http://www.cofen.gov.br/trf-derruba-liminar-que-impedia-enfermeiros-de-requisitar-exames_57213.html

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

O ENFERMEIRO DE MACHADO DE ASSIS

Parece-lhe então que o que se deu comigo em 1860, pode entrar numa página de livro? Vá que seja, com a condição única de que não há de divulgar nada antes da minha morte. Não esperará muito, pode ser que oito dias, se não for menos; estou desenganado.
Olhe, eu podia mesmo contar-lhe a minha vida inteira, em que há outras coisas interessantes, mas para isso era preciso tempo, ânimo e papel, e eu só tenho papel; o ânimo é frouxo, e o tempo assemelha-se à lamparina de madrugada. Não tarda o sol do outro dia, um sol dos diabos, impenetrável como a vida. Adeus, meu caro senhor, leia isto e queira-me bem; perdoe-me o que lhe parecer mau, e não maltrate muito a arruda, se lhe não cheira a rosas. Pediu- me um documento humano, ei-lo aqui. Não me peça também o império do Grão-Mogol. nem a fotografia dos Macabeus; peça, porém, os meus sapatos de defunto e não os dou a ninguém mais.
Já sabe que foi em l860. No ano anterior, ali pelo mês de agosto, tendo eu quarenta e dois anos, fiz-me teólogo. - quero dizer, copiava os estudos de teologia de um padre de Niterói, antigo companheiro de colégio, que assim me dava. delicadamente, casa, cama e mesa. Naquele mês de agosto de 1859, recebeu ele uma carta de um vigário de certa vila do interior, perguntando se conhecia pessoa entendida, discreta e paciente, que quisesse ir servir de enfermeiro ao Coronel Felisberto, mediante um bom ordenado. O padre falou- me, aceitei com ambas as mãos, estava já enfarado de copiar citações latinas e fórmulas eclesiásticas. Vim à corte despedir-me de um irmão, e segui para a vila.
Chegando à vila, tive más notícias do coronel. Era homem insuportável, estúrdio, exigente, ninguém o aturava, nem os próprios amigos. Gastava mais enfermeiros que remédios. A dois deles quebrou a cara. Respondi que não tinha medo de gente sã, menos ainda de doentes; e depois de entender-me com o vigário, que me confirmou as notícias recebidas, e me recomendou mansidão e caridade, segui para a residência do coronel.
Achei-o na varanda da casa estirado numa cadeira, bufando muito. Não me recebeu mal. Começou por não dizer nada; pôs em mim dois olhos de gato que observa; depois, uma espécie de riso maligno alumino-lhe as feições. que eram duras. Afinal, disse-me que nenhum dos enfermeiros que tivera, prestava para nada, dormiam muito, eram respondões e andavam ao faro das escravas; dois eram até gatunos!
- Você é gatuno?
- Não, senhor.
Em seguida, perguntou-me pelo nome: disse-lho e ele fez um gesto de espanto. Colombo? Não, senhor: Procópio José Gomes Valongo. Valongo? achou que não era nome de gente, e propôs chamar-me tão-somente Procópio, ao que respondi que estaria pelo que fosse de seu agrado. Conto-lhe esta particularidade, não só porque me parece pintá-lo bem, como porque a minha resposta deu de mim a melhor idéia ao coronel. Ele mesmo o declarou ao vigário, acrescentando que eu era o mais simpático dos enfermeiros que tivera. A verdade é que vivemos uma lua-de-mel de sete dias.
No oitavo dia, entrei na vida dos meus predecessores, uma vida de cão, não dormir, não pensar em mais nada, recolher injúrias, e, às vezes, rir delas, com um ar de resignação e conformidade; reparei que era um modo de lhe fazer corte. Tudo impertinências de moléstia e do temperamento. A moléstia era um rosário delas, padecia de aneurisma, de reumatismo e de três ou quatro afecções menores. Tinha perto de sessenta anos, e desde os cinco toda a gente lhe fazia a vontade. Se fosse só rabugento, vá; mas ele era também mau, deleitava-se com a dor e a humilhação dos outros. No fim de três meses estava farto de o aturar; determinei vir embora; só esperei ocasião.
Não tardou a ocasião. Um dia, como lhe não desse a tempo uma fomentação, pegou da bengala e atirou-me dois ou três golpes. Não era preciso mais; despedi-me imediatamente, e fui aprontar a mala. Ele foi ter comigo, ao quarto, pediu-me que ficasse, que não valia a pena zangar por uma rabugice de velho. Instou tanto que fiquei.
- Estou na dependura, Procópio, dizia-me ele à noite; não posso viver muito tempo. Estou aqui, estou na cova. Você há de ir ao meu enterro, Procópio; não o dispenso por nada. Há de ir, há de rezar ao pé da minha sepultura. Se não for, acrescentou rindo, eu voltarei de noite para lhe puxar as pernas. Você crê em almas de outro mundo. Procópio?
- Qual o quê!
- E por que é que não há de crer, seu burro? redargüiu vivamente, arregalando os olhos.
Eram assim as pazes; imagine a guerra. Coibiu-se das bengaladas; mas as injúrias ficaram as mesmas, se não piores. Eu, com o tempo, fui calejando, e não dava mais por nada; era burro, camelo, pedaço d'asno, idiota, moleirão, era tudo. Nem, ao menos, havia mais gente que recolhesse uma parte desses nomes. Não tinha parentes; tinha um sobrinho que morreu tísico, em fins de maio ou princípios de julho, em Minas. Os amigos iam por lá às vezes aprová-lo, aplaudi-lo, e nada mais; cinco, dez minutos de visita. Restava eu; era eu sozinho para um dicionário inteiro. Mais de uma vez resolvi sair; mas, instado pelo vigário. ia ficando.
Não só as relações foram-se tornando melindrosas, mas eu estava ansioso por tornar à Corte. Aos quarenta e dois anos não é que havia de acostumar-me à reclusão constante, ao pé de um doente bravio, no interior. Para avaliar o meu isolamento, basta saber que eu nem lia os jornais; salvo alguma notícia mais importante que levavam ao coronel, eu nada sabia do resto do mundo. Entendi, portanto, voltar para a Corte, na primeira ocasião, ainda que tivesse de brigar com o vigário. Bom é dizer (visto que faço uma confissão geral) que, nada gastando e tendo guardado integralmente os ordenados, estava ansioso por vir dissipá-los aqui.
Era provável que a ocasião aparecesse. O coronel estava pior, fez testamento, descompondo o tabelião, quase tanto como a mim. O trato era mais duro, os breves lapsos de sossego e brandura faziam-se raros. Já por esse tempo tinha eu perdido a escassa dose de piedade que me fazia esquecer os excessos do doente; trazia dentro de mim um fermento de ódio e aversão. No princípio de agosto resolvi definitivamente sair; o vigário e o médico, aceitando as razões, pediram- me que ficasse algum tempo mais. Concedi-lhes um mês; no fim de um mês viria embora, qualquer que fosse o estado do doente. O vigário tratou de procurar-me substituto.
Vai ver o que aconteceu. Na noite de vinte e quatro de agosto, o coronel teve um acesso de raiva, atropelou-me, disse-me muito nome cru, ameaçou-me de um tiro, e acabou atirando-me um prato de mingau, que achou frio; o prato foi cair na parede, onde se fez em pedaços.
- Hás de pagá-lo, ladrão! bradou ele.
Resmungou ainda muito tempo. Às onze horas passou pelo sono. Enquanto ele dormia, saquei um livro do bolso, um velho romance de d'Arlincourt, traduzido, que lá achei, e pus-me a lê-lo, no mesmo quarto, a pequena distância da cama; tinha de acordá-lo à meia-noite para lhe dar o remédio. Ou fosse de cansaço, ou do livro, antes de chegar ao fim da segunda página adormeci também. Acordei aos gritos do coronel, e levantei-me estremunhado. Ele, que parecia delirar, continuou nos mesmos gritos, e acabou por lançar mão da moringa e arremessá-la contra mim. Não tive tempo de desviar-me; a moringa bateu-me na face esquerda, e tal foi a dor que não vi mais nada; atirei-me ao doente, pus-lhe as mãos ao pescoço, lutamos, e esganei-o.
Quando percebi que o doente expirava, recuei aterrado, e dei um grito; mas ninguém me ouviu. Voltei à cama, agitei-o para chamá-lo à vida, era tarde; arrebentara o aneurisma, e o coronel morreu. Passei à sala contígua, e durante duas horas não ousei voltar ao quarto. Não posso mesmo dizer tudo o que passei, durante esse tempo. Era um atordoamento, um delírio vago e estúpido. Parecia-me que as paredes tinham vultos; escutava uma vozes surdas. Os gritos da vítima, antes da luta e durante a luta, continuavam a repercutir dentro de mim, e o ar, para onde quer que me voltasse, aparecia recortado de convulsões. Não creia que esteja fazendo imagens nem estilo; digo-lhe que eu ouvia distintamente umas vozes que me bradavam: assassino! assassino!
Tudo o mais estava calado. O mesmo som do relógio, lento, igual e seco, sublinhava o silêncio e a solidão. Colava a orelha à porta do quarto na esperança de ouvir um gemido, uma palavra, uma injúria, qualquer coisa que significasse a vida, e me restituísse a paz à consciência. Estaria pronto a apanhar das mãos do coronel, dez, vinte, cem vezes. Mas nada, nada; tudo calado. Voltava a andar à toa, na sala, sentava-me, punha as mãos na cabeça; arrependia-me de ter vindo. - "Maldita a hora em que aceitei semelhante coisa!" exclamava. E descompunha o padre de Niterói, o médico, o vigário, os que me arranjaram um lugar, e os que me pediram para ficar mais algum tempo. 7 Agarrava-me à cumplicidade dos outros homens.
Como o silêncio acabasse por aterrar-me, abri uma das janelas, para escutar o som do vento, se ventasse. Não ventava. A noite ia tranqüila, as estrelas fulguravam, com a indiferença de pessoas que tiram o chapéu a um enterro que passa, e continuam a falar de outra coisa. Encostei-me ali por algum tempo, fitando a noite, deixando-me ir a urna recapitulação da vida, a ver se descansava da dor presente. Só então posso dizer que pensei claramente no castigo. Achei-me com um crime às costas e vi a punição certa. Aqui o temor complicou o remorso. Senti que os cabelos me ficavam de pé. Minutos depois, vi três ou quatro vultos de pessoas, no terreiro, espiando, com um ar de emboscada; recuei, os vultos esvaíram-se no ar; era uma alucinação.
Antes do alvorecer curei a contusão da face. Só então ousei voltar ao quarto. Recuei duas vezes, mas era preciso e entrei; ainda assim, não cheguei logo à cama. Tremiam-me as pernas, o coração batia-me; cheguei a pensar na fuga; mas era confessar o crime, e, ao contrário, urgia fazer desaparecer os vestígios dele. Fui até a cama; vi o cadáver, com os olhos arregalados e a boca aberta, como deixando passar a eterna palavra dos séculos: "Caim, que fizeste de teu irmão?" Vi no pescoço o sinal das minhas unhas; abotoei alto a camisa e cheguei ao queixo a ponta do lençol. Em seguida, chamei um escravo, disse-lhe que o coronel amanhecera morto; mandei recado ao vigário e ao médico.
A primeira idéia foi retirar-me logo cedo, a pretexto de ter meu irmão doente, e, na verdade, recebera carta dele, alguns dias antes, dizendo-me que se sentia mal. Mas adverti que a retirada imediata poderia fazer despertar suspeitas, e fiquei. Eu mesmo amortalhei o cadáver, com o auxílio de um preto velho e míope. Não saí da sala mortuária; tinha medo de que descobrissem alguma coisa. Queria ver no rosto dos outros se desconfiavam; mas não ousava fitar ninguém. Tudo me dava impaciências: os passos de ladrão com que entravam na sala, os cochichos, as cerimônias e as rezas do vigário. Vindo a hora, fechei o caixão, com as mãos trêmulas, tão trêmulas que uma pessoa, que reparou nelas, disse a outra com piedade:
- Coitado do Procópio! apesar do que padeceu, está muito sentido.
Pareceu-me ironia; estava ansioso por ver tudo acabado. Saímos à rua. A passagem da meia-escuridão da casa para a claridade da rua deu-me grande abalo; receei que fosse então impossível ocultar o crime. Meti os olhos no chão, e fui andando. Quando tudo acabou, respirei. Estava em paz com os homens. Não o estava com a consciência, e as primeiras noites foram naturalmente de desassossego e aflição. Não é preciso dizer que vim logo para o Rio de Janeiro, nem que vivi aqui aterrado, embora longe do crime; não ria, falava pouco, mal comia, tinha alucinações, pesadelos...
- Deixa lá o outro que morreu, diziam-me. Não é caso para tanta melancolia.
E eu aproveitava a ilusão, fazendo muitos elogios ao morto, chamando-lhe boa criatura, impertinente, é verdade, mas um coração de ouro. E, elogiando, convencia-me também, ao menos por alguns instantes. Outro fenômeno interessante, e que talvez lhe possa aproveitar, é que, não sendo religioso, mandei dizer uma missa pelo eterno descanso do coronel, na igreja do Sacramento. Não fiz convites, não disse nada a ninguém; fui ouvi-la, sozinho, e estive de joelhos todo o tempo, persignando-me a miúdo. Dobrei a espórtula do padre, e distribuí esmolas à porta, tudo por intenção do finado. Não queria embair os homens; a prova é que fui só. Para completar este ponto, acrescentarei que nunca aludia ao coronel, que não dissesse: "Deus lhe fale n'alma!" E contava dele algumas anedotas alegres, rompantes engraçados...
Sete dias depois de chegar ao Rio de Janeiro, recebi a carta do vigário, que lhe mostrei, dizendo-me que fora achado o testamento do coronel, e que eu era o herdeiro universal. Imagine o meu pasmo. Pareceu-me que lia mal, fui a meu irmão, fui aos amigos; todos leram a mesma coisa. Estava escrito; era eu o herdeiro universal do coronel. Cheguei a supor que fosse uma cilada; mas adverti logo que havia outros meios de capturar-me, se o crime estivesse descoberto. Demais, eu conhecia a probidade do vigário, que não se prestaria a ser instrumento. Reli a carta, cinco, dez, muitas vezes; lá estava a notícia.
- Quanto tinha ele? perguntava-me meu irmão.
- Não sei, mas era rico.
- Realmente, provou que era teu amigo.
- Era... Era...
Assim, por uma ironia da sorte, os bens do coronel vinham parar às minhas mãos. Cogitei em recusar a herança. Parecia-me odioso receber um vintém do tal espólio; era pior do que fazer-me esbirro alugado. Pensei nisso três dias, e esbarrava sempre na consideração de que a recusa podia fazer desconfiar alguma coisa. No fim dos três dias, assentei num meio-termo; receberia a herança e dá-la-ia toda, aos bocados e às escondidas. Não era só escrúpulo; era também o modo de resgatar o crime por um ato de virtude; pareceu-me que ficava assim de contas saldas.
Preparei-me e segui para a vila. Em caminho, à proporção que me ia aproximando, recordava o triste sucesso; as cercanias da vila tinham um aspecto de tragédia, e a sombra do coronel parecia-me surgir de cada lado. A imaginação ia reproduzindo as palavras, os gestos, toda a noite horrenda do crime...
Crime ou luta? Realmente, foi uma luta em que eu, atacado, defendi-me, e na defesa... Foi uma luta desgraçada, uma fatalidade. Fixei-me nessa idéia. E balanceava os agravos, punha no ativo as pancadas, as injúrias... Não era culpa do coronel, bem o sabia, era da moléstia, que o tornava assim rabugento e até mau... Mas eu perdoava tudo, tudo... O pior foi a fatalidade daquela noite... Considerei também que o coronel não podia viver muito mais; estava por pouco; ele mesmo o sentia e dizia. Viveria quanto? Duas semanas, ou uma; pode ser até que menos. Já não era vida, era um molambo de vida, se isto mesmo se podia chamar ao padecer contínuo do pobre homem... E quem sabe mesmo se a luta e a morte não foram apenas coincidentes? Podia ser, era até o mais provável; não foi outra coisa. Fixei-me também nessa idéia...
Perto da vila apertou-se-me o coração, e quis recuar; mas dominei- me e fui. Receberam-me com parabéns. O vigário disse-me as disposições do testamento, os legados pios, e de caminho ia louvando a mansidão cristã e o zelo com que eu servira ao coronel, que, apesar de áspero e duro, soube ser grato.
- Sem dúvida, dizia eu olhando para outra parte.
Estava atordoado. Toda a gente me elogiava a dedicação e a paciência. As primeiras necessidades do inventário detiveram-me algum tempo na vila. Constituí advogado; as coisas correram placidamente. Durante esse tempo, falava muita vez do coronel. Vinham contar-me coisas dele, mas sem a moderação do padre; eu defendia-o, apontava algumas virtudes, era austero...
- Qual austero! Já morreu, acabou; mas era o diabo.
E referiam-me casos duros, ações perversas, algumas extraordinárias. Quer que lhe diga? Eu, a princípio, ia ouvindo cheio de curiosidade; depois, entrou-me no coração um singular prazer, que eu, sinceramente buscava expelir. E defendia o coronel, explicava-o, atribuía alguma coisa às rivalidades locais; confessava, sim, que era um pouco violento... Um pouco? Era uma cobra assanhada, interrompia-me o barbeiro; e todos, o coletor, o boticário, o escrivão, todos diziam a mesma coisa; e vinham outras anedotas, vinha toda a vida do defunto. Os velhos lembravam-se das crueldades dele, em menino. E o prazer íntimo, calado, insidioso, crescia dentro de mim, espécie de tênia moral, que por mais que a arrancasse aos pedaços, recompunha-se logo e ia ficando.
As obrigações do inventário distraíram-me; e por outro lado a opinião da vila era tão contrária ao coronel, que a vista dos lugares foi perdendo para mim a feição tenebrosa que a princípio achei neles. Entrando na posse da herança, converti-a em títulos e dinheiro. Eram então passados muitos meses, e a idéia de distribuí-la toda em esmolas e donativos pios não me dominou como da primeira vez; achei mesmo que era afetação. Restringi o plano primitivo; distribuí alguma coisa aos pobres, dei à matriz da vila uns paramentos novos, fiz uma esmola à Santa Casa da Misericórdia, etc.: ao todo trinta e dois contos. Mandei também levantar um túmulo ao coronel, todo de mármore, obra de um napolitano, que aqui esteve até 1866, e foi morrer, creio eu, no Paraguai.
Os anos foram andando, a memória tornou-se cinzenta e desmaiada. Penso às vezes no coronel, mas sem os terrores dos primeiros dias. Todos os médicos a quem contei as moléstias dele, foram acordes em que a morte era certa, e só se admiravam de ter resistido tanto tempo. Pode ser que eu, involuntariamente, exagerasse a descrição que então lhes fiz; mas a verdade é que ele devia morrer, ainda que não fosse aquela fatalidade...
Adeus, meu caro senhor. Se achar que esses apontamentos valem alguma coisa, pague-me também com um túmulo de mármore, ao qual dará por epitáfio esta emenda que faço aqui ao divino sermão da montanha: "Bem-aventurados os que possuem, porque eles serão consolados."

Fonte: Contos Consagrados - Machado de Assis - Coleção Prestigio - Ediouro - s/d.


http://www.biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://www.biblio.com.br/conteudo/MachadodeAssis/oenfermeiro.htm

domingo, 23 de julho de 2017

AME- DICIONÁRIO DE ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS EM ENFERMAGEM

Olá pessoal !!!

Essa postagem é uma super DICA!


Para estudantes de enfermagem, enfermeiro (a), técnico de enfermagem e auxiliares de enfermagem.

Livro: AME- Dicionário de Administração de Medicamentos na Enfermagem
Ano:  2017
Edição: 10 ª
Número de páginas: 760
Editora:  Marca Med in Comércio
Adquira:  Saraiva


Sinopse:

O AME apresenta 1.160 sias em ordem alfabética, todos os principais princípios ativos dos fármacos éticos produzidos no Brasil, com sua ação farmacológica, propriedades, farmacocinética, indicações e posologia, contraindicações e precauções, reações adversas e interações medicamentosas. Para fins práticos, temos também, abaixo dos nomes genéricos, os principais nomes comerciais e apresentação dos produtos. E finalmente, temos o tópico específico, ou seja, os cuidados de enfermagem. A 10 ª edição foram incluídas novas substâncias e excluídas as que estão fora do mercado farmacêutico. Foram descritos, inclusive, os principais produtos fitoterápicos, já com o conceito de medicamentos úteis e eficientes. Inovamos também focalizando os medicamentos de uso local/regional/tópico, mas nem por isso, menos úteis. As inovações desta edição também podem ser encontradas na capa e diagramação, de forma a facilitar a leitura.





Esse dicionário é essencial ao profissional de enfermagem ter, para ajudar no dia a dia com as dúvidas que surge de medicamentos.

Espero que gostem da dica!

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Enfermagem por amor!



A enfermagem
Tem muita aprendizagem
De sentimento chamado amor.

Autora: Izabela Aquino


sábado, 27 de agosto de 2016

12 DE MAIO - DIA DO ENFERMEIRO



"Escolhi os plantões, porque sei que o escuro da noite amedronta os enfermos.
 Escolhi estar presente na dor porque já estive muito perto do sofrimento.
 Escolhi servir ao próximo porque sei que todos nós um dia precisamos de ajuda.
 Escolhi o branco porque quero transmitir paz.
 Escolhi estudar métodos de trabalho porque os livros são fonte saber.
 Escolhi ser Enfermeira porque amo e respeito a vida"
"arial" , sans-serif; font-size: 16px; line-height: 1.3;">!


Florence Nightingale


terça-feira, 23 de agosto de 2016

TERMINOLOGIAS DE ENFERMAGEM

Acolia: ausência ou supressão da secreção biliar.

Acolúria: ausência de pigmentos biliares na urina.

Acoria: ausência de pupila.

Acuidade: nitidez, exatidão, clareza, quer visual, quer auditiva.

Afagia: incapacidade para deglutir.

Afonia: perda, falta de voz.

Afta: úlcera bucal esbranquiçada e dolorosa.

Algia: dor.

Alopecia: queda total ou parcial do pelo do cabelo.

Amenorreia: ausência de menstruação.

Amnésia: perda patológica da memória.

Anastomose: ligação de uma artéria com uma veia ou nervosos.

Anorexia: falta de apetite.

Apneia: parada ou suspensão da respiração.

Ascite: acúmulo de líquido na cavidade peritoneal.

Ausculta: percepção e interpretação de sons que emanam de diversos órgãos.

Autopsia: exame médico do organismo feito após a morte.

Bradicardia: frequência cardíaca abaixo do normal.

Bradipneia: frequência respiratória abaixo do normal.

Balanço Hídrico: estado de equilíbrio do organismo entre a entrada e a saída de líquidos.

Catarro: inflamação das mucosas, especialmente das vias aéreas, com exsudato que contém mucina e células epiteliais.

Cianose: coloração roxo-azulada das mucosas e da pele.

Cistite: inflamação da bexiga.

Colúria: presença de pigmentos biliares na urina, tornando a urina cor de coca-cola.

Coma: estado de inconsciência no qual não se consegue despertar o cliente.

Constipação: estado em que os intestinos trabalham em intervalos demorados ou com dificuldade, prisão de ventre.

Convulsão: paroxismo geral involuntário da contração muscular, que pode ser tônico ou clônico.

Defecação: evacuação intestinal.

Demência: deterioração ou perda das faculdades intelectuais.

Disfasia: dificuldade em articular ou formar as palavras.

Disfagia: dificuldade na deglutição ou incapacidade de deglutir.

Disfonia: comprometimento da voz.

Dislexia: comprometimento da capacidade de ler.

Dispepsia: dificuldade para digerir.

Dispneia: dificuldade para respirar.

Disúria: dificuldade ou dor para urinar.


Diurese: controle do volume urinário de determinado período.

Edema: retenção de líquidos nos tecidos.

Epistaxe: sangramento nasal.

Eritema: vermelhidão na pele provocada por congestão de capilares.

Erupção: lesão cutânea proeminente, ruborizada e disseminada pelo corpo.

Esplenomegalia: aumento do volume do baço.

Eupneia: respiração normal.

Enurese: perda involuntária de urina durante o sono, considerada fisiológica até 3 anos de idade.

Exoftalmia: protusão anormal do globo ocular para fora da órbita.

Fenestração: criação de uma ou mais abertura.

Flatulência: distensão abdominal devido ao acúmulo de gases no intestino.

Flebotomia: abertura de uma veia para sangria ou cateterização.

Fratura: quebra de um osso ou cartilagem.

Glicemia: presença ou taxa de glicose no sangue.

Halitose: mau hálito.

Hematêmese: vômito de sangue.

Hematúria: presença de sangue na urina.

Hemiplegia: paralisia de um dos lados do corpo.

Hemorragia: fuga ou extravasamento de sangue dos vasos.

Hemotórax: presença de sangue na cavidade pleural.

Hepatomegalia: aumento do tamanho do fígado.

Hepatoesplenomegalia: aumento do tamanho do fígado e baço.

Hidrotórax: presença de líquido seroso no espaço pleural.

Hipertensão arterial: elevação anormal da pressão sanguínea na parte arterial do sistema circulatório.

Hipertermia: temperatura corporal acima do normal, no geral acima de 37.8°.

Hipóxia: deficiência de oxigênio nos tecidos.

Icterícia: coloração amarelada da pele, membranas mucosas e das secreções eliminadas pelo cliente.

Isocoria: pupilas de tamanho igual.

Jugular: pertencente ao pescoço acima da clavícula. Veia jugular anterior, interna e externa.

Lalia: radical que denota a condição que envolve a fala.

Letargia: sonolência patológica ou estupor.

Leucose: excesso de leucócitos.

Menarca: início da menstruação.

Melena: fezes escuras com presença de sangue.

Mialgia: dor nos músculos.

Miastenia: fraqueza muscular.

Micção: ato de urinar.

Midríase: pupila dilatada.

Miose: pupila contraída.

Necrose: tecido morto devido à falta de circulação local.

Nictúria: micção noturna frequente.

Nistagmo: movimentos involuntários do globo ocular.

Normotensão: pressão arterial normal.

Paralisia: perda da função ou da sensação muscular.

Pedialgia: dor no pé.

Pirexia: elevação da temperatura.

Polaciúria: vontade frequente de urinar.

Prurido: coceira.

Ressuscitação: restauração da vida ou da consciência após a morte aparente.

Septicemia: síndrome clínica caracterizada por grave infecção bacteriana que invade a corrente sanguínea.

Sucção: ato de sugar.

Sutura: reparar ou fechar uma ferida.

Taquicardia: atividade cardíaca excessivamente rápida.

Taquifagia: ato de comer rapidamente.

Taquipneia: respiração anormalmente rápida.

Úlcera: interrupção de continuidade de uma superfície epitelial.

Urgência urinária: necessidade súbita de urinar, podendo ocorrer esvaziamento involuntário da bexiga.

Xerostomia: secura de boca, produzida pela secreção insuficiente de saliva.


Bibliografia: Anamnese e exame físico: avaliação diagnóstica de enfermagem no adulto/ Alba Bottura Leite de Barros e cols - 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2010.

Manual de procedimentos para estágio em Enfermagem/ Sandra Regina L.P.T; Marcelo Tardelli da Silva. 3.ed.- São Paulo: Martinari, 2010.









Dia da Conscientização do Autismo e o Início da Semana da Saúde no Brasil: cuidar é incluir

  O mês de abril começa com duas datas importantes para a saúde pública e para a reflexão social no Brasil: o Dia Mundial da Conscientização...