DIABETES MELLITUS:
É uma alteração na produção ou ação de insulina, que é o principal hormônio produzido pelo pâncreas, especificamente pelas células betapancreáticas. Suas principais funções são a manutenção da quantidade adequada de glicose no sangue e o armazenamento na forma de glicogênio no fígado e nos músculos.
O que é?
É o aumento do açúcar (glicose) no sangue.
Tipo
1: conhecido como
insulinodependente ou infanto – juvenil, sua maior prevalência se dá
em crianças e jovens e é caracterizado pelo baixo nível de insulina. Ocorre em
razão da destruição auto- imune das células betapancreáticas. Os motivos que desencadeiam esse tipo de diabetes
são incertos. Alguns estudos apontaram uma relação de hereditariedade em 15 %
dos casos.
Tipo 2: Classificado anteriormente como
diabete do adulto ou não – insulinodependente, é caracterizado por níveis de
insulina normais ou elevados, porém com frequente resistência periférica. É mais
prevalente em adultos com idade superior a 40 anos e obesos.
Condições que devem ser observadas para identificar o diabetes tipo 2:
- Idade acima de 40 anos;
- História de diabetes na família;
- Obesidade do tipo andróide;
- História de doenças, como hipertensão arterial;
- Sede excessiva, muita vontade de urinar.
Os
portadores de diabetes Tipo 2 podem controlar sua taxa de glicemia através da
dieta e da atividade física regular. Quando necessário, utilizam–se de
hipoglicemiantes orais.
Os tipos de tratamento
Educação: se estende para toda a população, no
que diz respeito às atitudes preventivas para essa doença, e é também
importante na aceitação do diagnóstico, no controle de doença e na manutenção
da qualidade de vida.
Atividade
e exercício físico: é qualquer movimento que
resulte em contração muscular e gasto energético; o exercício físico é uma
prática mais organizada com duração, intensidade, frequência
e ritmos determinados. O exercício físico deve ser uma prática habitual de
todas as pessoas, não apenas dos portadores de diabete, além de melhorar a
disposição, aliviar o estresse e promover sensação de bem – estar.
Dieta:devemos
dar atenção especial aos portadores de diabete, e, sempre que possível, a
opinião de um nutricionista auxilia na adequação do cardápio às necessidades
nutricionais de cada um.
Tratamento do portador de diabetes:
O tratamento do diabete exige uma
abordagem complexa, e seu sucesso depende da motivação e ajustes continuados,
tanto do paciente como da família e da equipe e precisa estar centrado em
pontos essenciais que são:
- Fornecimento de informações sobre o DM e suas complicações as orientações devem estar voltadas para trabalhar o conhecimento, a aceitação e a convivência do cliente com a sua nova condição;
- Adequação de hábitos de vida - consiste em planejamento alimentar (restrição de açúcares puros, carboidratos e gorduras); prática de atividade física regular; controle das situações de estresse e dos demais fatores de risco( obesidade, hipertensão, colesterol alto, etc.);
- Uso de correto dos medicamentos- o cliente ou seu cuidador devem ser orientados quanto à técnica de aplicação e de conservação da insulina, bem como quanto ao uso correto dos antiglicemiantes prescritos;
- Monitoração da glicemia- o cliente ou cuidador prescisam dominar as técnicas de verificação dos níveis glicêmicos, através dos testes de glicosúria, cetonúria e glicemia capilar, fazendo o registro dos valores obtido.
Terapia medicamentosa:
- Insulina NPH (lenta);
- Insulina Regular (rápida);
- Glibenclamida, Glimepirida, Glicazida;
- Metformina, entre muitos outros.
Os cuidados referentes à administração de insulina são:
- utilizar seringa descartável e apropriada para a administração de insulina; manipular o frasco de insulina delicadamente, sem agitá-lo, pois isso pode provocar alteração na ação do medicamento;
- Manter a insulina sob refrigeração não muito intensa - entre 2 º e 8 ° C.
- Merecem destaque quatro orientações relacionadas à aplicação da insulina:
- Observar os locais apropriados para a aplicação;
- Fazer o rodízio das áreas de aplicação, evitando o uso do mesmo local, antes de duas semanas, mantendo um espaço mínimo de três centímetros entre eles;
- Inserir a agulha de insulina na posição de um ângulo de 90°, após a realização de um leve pinçamento da pele, garantindo que a insulina seja injetada no tecido subcutâneo;
- Evitar o massageamento do local da aplicação.
- O objetivo do rodízio das áreas de aplicação é evitar uma complicação chamada de lipodistrofia, que é uma alteração da gordura subcutânea, causando depressão ou o aparecimento de massas no local afetado.
Referencial Bibliográfico:
- Balan, Marli; Guia terapêutico para tratamentos de feridas; Editora Difusão; São Caetano do Sul- SP; 2010.
- Brêtas, Ana Cristina Passarella; Gamba, Mônica Antar;Enfermagem e Saúde do Adulto; Editora Manole; Barueri; São Paulo- SP; 2006.
- Ministério da Saúde- Projeto de Profissionalização dos Trabalhadores da Área de Enfermagem, Profissionalização de Auxiliares de Enfermagem : caderno do aluno: saúde do adulto: assistência clínica: ética profissional; Rio de Janeiro - RJ; 2001.

