quarta-feira, 19 de outubro de 2016

14 DE NOVEMBRO - DIA NACIONAL E MUNDIAL DA DIABETES






DIABETES MELLITUS: 
É uma alteração na produção ou ação de insulina, que é o principal hormônio produzido pelo pâncreas, especificamente pelas células betapancreáticas. Suas principais funções são a manutenção da quantidade adequada de glicose no sangue e o armazenamento na forma de glicogênio no fígado e nos músculos.

O que é?
É o aumento do açúcar (glicose) no sangue.

Tipo 1: conhecido como insulinodependente ou infanto – juvenil, sua maior prevalência se dá em crianças e jovens e é caracterizado pelo baixo nível de insulina. Ocorre em razão da destruição auto- imune das células betapancreáticas. Os motivos que desencadeiam esse tipo de diabetes são incertos. Alguns estudos apontaram uma relação de hereditariedade em 15 % dos casos.

Tipo 2: Classificado anteriormente como diabete do adulto ou não – insulinodependente, é caracterizado por níveis de insulina normais ou elevados, porém com frequente resistência periférica. É mais prevalente em adultos com idade superior a 40 anos e obesos.


Condições que devem ser observadas para identificar o diabetes tipo 2:
  • Idade acima de 40 anos;
  • História de diabetes na família;
  • Obesidade do tipo andróide;
  • História de doenças, como hipertensão arterial;
  • Sede excessiva, muita vontade de urinar.

Os portadores de diabetes Tipo 2 podem controlar sua taxa de glicemia através da dieta e da atividade física regular. Quando necessário, utilizam–se de hipoglicemiantes orais.

Os tipos de tratamento

Educação: se estende para toda a população, no que diz respeito às atitudes preventivas para essa doença, e é também importante na aceitação do diagnóstico, no controle de doença e na manutenção da qualidade de vida.

Atividade e exercício físico: é qualquer movimento que resulte em contração muscular e gasto energético; o exercício físico é uma prática mais organizada com duração, intensidade, frequência e ritmos determinados. O exercício físico deve ser uma prática habitual de todas as pessoas, não apenas dos portadores de diabete, além de melhorar a disposição, aliviar o estresse e promover sensação de bem – estar.

Dieta:devemos dar atenção especial aos portadores de diabete, e, sempre que possível, a opinião de um nutricionista auxilia na adequação do cardápio às necessidades nutricionais de cada um.

Tratamento do portador de diabetes:

O tratamento do diabete exige uma abordagem complexa, e seu sucesso depende da motivação e ajustes continuados, tanto do paciente como da família e da equipe e precisa estar centrado em pontos essenciais que são:
  •  Fornecimento de informações sobre o DM e suas complicações as orientações devem estar voltadas para trabalhar o conhecimento, a aceitação e a convivência do cliente com a sua nova condição;
  • Adequação de hábitos de vida - consiste em planejamento alimentar (restrição de açúcares puros, carboidratos e gorduras); prática de atividade física regular; controle das situações de estresse e dos demais fatores de risco( obesidade, hipertensão, colesterol alto, etc.);
  • Uso de correto dos medicamentos- o cliente ou seu cuidador devem ser orientados quanto à técnica de aplicação e de conservação da insulina, bem como quanto ao uso correto dos antiglicemiantes prescritos;
  • Monitoração da glicemia- o cliente ou cuidador prescisam dominar as técnicas de verificação dos níveis glicêmicos, através dos testes de glicosúria, cetonúria e glicemia capilar, fazendo o registro dos valores obtido.
Terapia medicamentosa:


  • Insulina NPH (lenta);
  • Insulina Regular (rápida);
  • Glibenclamida, Glimepirida, Glicazida;
  • Metformina, entre muitos outros.


Os cuidados referentes à administração de insulina são:

  • utilizar seringa descartável e apropriada para a administração de insulina; manipular o frasco de insulina delicadamente, sem agitá-lo, pois isso pode provocar alteração na ação do medicamento;
  • Manter a insulina sob refrigeração não muito intensa - entre 2 º e 8 ° C.

  • Merecem destaque quatro orientações relacionadas à aplicação da insulina:
  • Observar os locais apropriados para a aplicação;
  • Fazer o rodízio das áreas de aplicação, evitando o uso do mesmo local, antes de duas semanas, mantendo um espaço mínimo de três centímetros entre eles;
  • Inserir a agulha de insulina na posição de um ângulo de 90°, após a realização de um leve pinçamento da pele, garantindo que a insulina seja injetada no tecido subcutâneo;
  • Evitar o massageamento do local da aplicação.
  • O objetivo do rodízio das áreas de aplicação é evitar uma complicação chamada de lipodistrofia, que é uma alteração da gordura subcutânea, causando depressão ou o aparecimento de massas no local afetado.



Referencial Bibliográfico:
  • Balan, Marli; Guia terapêutico para tratamentos de feridas; Editora Difusão; São Caetano do Sul- SP; 2010.
  •   Brêtas, Ana Cristina Passarella; Gamba, Mônica Antar;Enfermagem e Saúde do Adulto; Editora Manole; Barueri; São Paulo- SP; 2006.
  • Ministério da Saúde- Projeto de Profissionalização dos Trabalhadores da Área de Enfermagem, Profissionalização de Auxiliares de Enfermagem : caderno do aluno: saúde do adulto: assistência clínica: ética profissional; Rio de Janeiro - RJ; 2001.


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